"Há momentos na vida em que sentimos a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa dos nossos sonhos e abraçá-la".
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Amigos?
Nosso pequeno, no Arquivo Confidencial. Uma das melhores entrevistas já vistas, acredito que não só por mim, mas por todas as Neymarzetes e admiradores do nosso craque. Creio que todas choraram que nem bobas, assim como eu. Hahaha!
Vamos à história? Bora.
Neymar: vamos aonde? olha o meu estado, Beatriz. - falou baixo.
Bea: ora, Neymar... você pretendia ficar aí deitado até quando?
Neymar: sei lá.
Apenas olhei pra ele, olhei bem de perto cada corte no rosto dele, que me observava atentamente com o olho esquerdo, já que o direito estava praticamente fechado, por causa de um soco, suponho.
Neymar: tá fazendo o que?
Bea: olhando. vamos, vem comigo. - coloquei uma das minhas mãos sobre a dele e envolvi seu braço em meu pescoço, a outra eu coloquei em sua cintura - tá com muita dor?
Neymar: muita, não.
Fomos em direção à secretaria. Deixei ele num dos bancos da escola e fui pegar o kit de primeiros socorros e água.
Quando eu voltei, Thomas estava na frente do Neymar, apontando o dedo na cara dele. Empurrei-o.
Bea: sai daqui, Thomas!
Neymar: Beatriz, não se mete nisso. - ainda com a voz fraca.
Thomas: olha só menina, você sabe com quem tá se metendo?
Bea: olha a sua idade guri, pra tá me ameaçando desse jeito! se acha muito macho, né?
Thomas: que linda você... - riu, irônico - defendendo um covarde, idiota que nem esse aí.
Bea: bom, se ele é tudo isso, não sei, mas que você é? disso eu não tenho dúvidas!
Thomas: tá falando o que, sua vadia!?
Neymar: Beatriz, pára, por favor.
Nem liguei pro Neymar e continuei.
Bea: isso que você ouviu! você é covarde e idiota, apenas pelo fato de ajudar outro do seu tipinho a bater num guri que tá sozinho, e pior... a mando de uma cadela que despreza vocês dois. ou você acha que por ter feito isso pra ela, ela vai começar a GOSTAR de vocês? não! agora some daqui e sei lá, volta pra baixo da asa daquela idiota!
Thomas: repete se tu é bem mulher! - me empurrou e eu caí.
Neymar: Thomas! - ele falou com a voz um pouco mais alta, mas logo botou a mão na barriga com dor.
O que eu estranhei foi ninguém da direção ou algo do tipo, ter chegado ali, mas por ser colégio público e estarmos no meio de um pátio imenso...
Thomas: tá com dor, linda? - olhou pro Neymar.
Neymar: já não deu Thomas? vai embora, cara.
Quando ele levantou a mão pra dar um soco no Neymar, eu dei uma rasteira nele.
Peguei o Neymar pelo braço e fomos em direção ao refeitório. Thomas não veio atrás, não entendi porque. Me sentei numa das mesas com o Neymar na frente, peguei algodão e remédio pra passar nos arranhões.
Bea: talvez doa. - encostei o algodão em seu rosto e ele recuou - fica quieto - mandei. passei o algodão de novo e ele recuou - Neymar, ajuda, por favor?
Neymar: tá doendo porra!
Bea: passe você, então! - me levantei. eu não tinha nem que estar me preocupando, na real.
Neymar: não! - olhei pra ele - eu.. ajudo.
Me sentei novamente, voltei a pegar o algodão e dessa vez ele não recuou, mas me questionou.
Neymar: por que se importou?
Bea: sinceramente? não sei. - continuei passando o remédio nos machucados dele, que me observava - que foi?
Neymar: nada. - pausa - você deve gostar de apanhar, né? - ri fraco, acompanhando ele - primeiro invocou comigo e agora com Thomas...
Bea: não, é que eu sou muito cara de pau, mesmo. - rimos e ele colocou a mão na barriga - acho melhor você ir pro hospital.
Neymar: não, eu to bem.
Bea: não, não está.
Neymar: to estranhando você, Beatriz.
Bea: eu to estranhando nós dois - rimos - deu, limpei pelo menos, mas você precisa mesmo ir ao hospital.
Neymar: na saída eu vou.
Bea: você que sabe - pausei - fingi que não aconteceu nada disso, ok? - ele me olhou surpreso - ta?
Neymar: tá. mas mesmo assim, obrigado.
Bea: claro, tamo aí; ou melhor.. bom, tchau Neymar.
Neymar: tchau.
Fui em direção à sala de aula, o professor que me deu permissão de saída, já havia sido substituído, andei normalmente até a minha classe e me sentei.
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